Análise: The World’s Finest Assassin Gets Reincarnated in Another World as a Aristocrat – a surpresa da Temporada de Outono!

Reprodução.

Depois do controverso Redo of Healer (ou Kaifuku Jutsushi no Yarinaoshi), mais uma obra de Rui Tsukiyo ganhou uma adaptação em anime no ano passado: The World’s Finest Assassin Gets Reincarnated in Another World as a Aristocrat, ou apenas o “isekai do assassino”.

A história acompanha o melhor assassino do mundo (como diz o título) que é assassinado pelos seus superiores após se aposentar, pois ele se tornou “descartável”. Ao morrer, uma bela deusa invoca-o e dá-lhe a opção de reencarnar em outro mundo com o objetivo de matar o Grande Herói, cujo ego um dia acabará destruindo o mundo. Podendo escolher suas habilidades, ele aceita e reencarna como Lugh Tuatha Dé, o primogênito da mais importante família de assassinos de Alvan, com o tempo limite de 16 anos para se fortalecer, encontar e matar o herói.

Carregando uma má reputação desde antes de seu lançamento por conta de seu irmão mais velho totalmente indecente e imoral, The World’s Finest Assassin suurprendeu já em sua estreia se mostrou ter muito potencial em sua trama demonstrando ser superior a seu antecessor.

Com produção do estúdio Silver LinkStudio Pallet, venha conhecer minha humilde opinião dessa obra que foi um dos destaques da Temporada de Outono 2021 e, para mim, uma grande surpresa do ano.

Tinha grandes expectativas nesse anime desde o anúncio da transmissão simultânea pela Crunchyroll, a sinopse e o trailer (acima) me deixaram bastante interessado, além da curiosidade de saber se seria parecido ou semelhante a Redo of Healer, pelo fato de ter gerado tanta polêmica.

Felizmente, isso se provou errado já no primeiro episódio, onde começamos com uma curta cena de ação de um momento bem avançado na trama para gerar interesse no telespectador e não minto: eu me interessei. Dificilmente um anime me prende ao ponto de terminá-lo. Sempre assisto cerca de 10 por temporada, mas apenas dois ou três conseguem manter meu interesse até o final da temporada. Achei que com The World’s Finest Assassin seria a mesma coisa, começaria muito bem, mas ficaria chato e genérico como qualquer outro isekai.

Felizmente, isso também se provou errado. A obra é genérica, tendo todos os elementos presentes em 99% dos isekais, mas não do jeito que eu esperava. O objetivo de “matar o herói”, que se tornará vilão e destruirá o mundo, não é algo não muito comum de ser ver. A história me cativou e interessou tanto que era obrigatório assitir semanalmente.

O ritmo da história foi mais um fator positivo, ela não corre para chegar em um determinado ponto para continuar gerando interesse. A 1ª temporada do anime adaptou apenas o 1° volume da light novel. Só! Por conta disso, o ritmo pode parecer lento, mas foi muito bem misturado com os famosos fillers que mal dá pra perceber qual é qual.

Kadokawa / Silver Link / Studio Pallet / Divulgação

Por outro lado, a obra também tem seus defeitos. O principal deles é o clássico “harém” do protagonista. Muitos já vão estar me xingando por entrar nesse ponto, já que é algo tão comum que muitos já nem ligam mais, mas é meio chato querer ver o anime e ter que ver as heroínas principais dando muito mole e se esfregando no Lugh.

Algumas obras conseguem fazer bom uso disso em um tom “cômico”, como Konosuba e Combatants Will Be Dispatched!, ambas do mesmo autor, pois mesmo com algumas cenas bem exageradas, conseguem manter com um tom bem leve e não aquele totalmente forçado.

O harém de The World’s Finest Assassin é um clichê isekai e mesmo não sendo lá essas coisas, visto que o autor já fez coisa pior, ainda incomoda. Uma das heroínas do harém finge ser sua irmã para se infiltrar numa família após ser resgatada, mas isso gera umas falas bem desnecessárias como: “deixe sua irmãzinha ser sua amante também”, algo nesse nível. Uma fala que, pra mim, tá mais pra fetiche do autor mesmo.

Além de que as personagens são todas menores de idade, mas parecerem “vacas leiteiras” (desculpe o termo) e não fazem questão de esconder nada. Apenas uma heroína desse harém não tem tanto fanservice quanto as demais e é bem carismática, mas também aparece bem pouco em comparação às outras. Ela foi quem o Lugh escolheu amar e se casar no futuro, mas que é parente de sangue dele… É. Não dá pra ser perfeito vindo do autor de Kaifuku, não é mesmo?

Kadokawa / Silver Link / Studio Pallet / Divulgação

Já a história em si, como já disse, não corre para entrar no clímax de algum arco ou numa determinada batalha. Ela anda calmante e mistura alguns fillers para melhorar o entendimento e contexto da história e suas personagens, visto que se perde muitos detalhes adaptando uma novel.

O autor esteve diretamente envolvido na produção, o que (dessa vez) foi algo muito positivo. A 1ª temporada adapta o 1° volume da obra, o que pra muitos pode parecer estranho, já que outros animes adaptam cerca de 4 volumes na mesma quantidade de episódios, mas com tanto conteúdo nesse primeiro volume, acho que foi a decisão certa. Tenho que admitir que o autor mandou bem, ao contrário de Redo of Healer.

As batalhas, um dos principais pontos de uma obra isekai voltada para o shonen, são meio escassas. Tendo bastante desenvolvimento e treinamento, as lutas ficaram guardadas para o final. O protagonista é “apelão”, mas está longe de ser o mais forte daquele mundo.

Acho que deixar de lado algumas partes de ação para explorar os personagens e o mundo onde se encontram foi um ponto chave. Aproximar o espectador da obra, antes de querer mostrar acontecimentos onde a empatia pelo personagem é necessária é algo que muitas obras não fazem, mas que deveriam. A história é muito interessante e bem desenvolvida sem necessitar de rushar para apelar para cenas frenéticas e muito exageradas (apesar do ecchi). Além do ótimo gancho deixado no último episódio, isso tem que continuar.

Admito que a animação não é lá essas coisas, mas também não decepciona. Gostei bastante da parte do roteiro da adaptação, mas a produção é bastante mediana. Não vi nenhuma cena tão bem animada, mas é algo que já estamos acostumados a ver na indústria.

Ah, e gostaria de ressaltar a abertura desse anime. O clima meio “dark”, misturado com a incrível música resultou em algo simplesmente sensacional!

No geral, The World’s Finest Assassin é um ótimo anime. Começando com poucas expectativas, movido pela curiosidade, a história consegue se manter com um ótimo ritmo e uma trama interessante. A animação é mediana, mas a história consegue se sobressair e “abafar” esse quesito. Apesar de alguns pontos, foi uma surpresa na Temporada de Outono. Estou aguardando ansiosamente pela 2ª temporada e torço, de verdade, que mantenha (ou até melhore) o nível da primeira temporada.

The World’s Finest Assassin Gets Reincarnated in Another World as a Aristocrat está disponível na Crunchyroll, com opção de dublagem e áudio original com legendas. Se também se interessou por Redo of Healer, confira um ótimo artigo sobre essa polêmica série aqui.

*As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade do autor e não remete necessariamente a posição do ANMTV*

3 respostas para “Análise: The World’s Finest Assassin Gets Reincarnated in Another World as a Aristocrat – a surpresa da Temporada de Outono!”

  1. matheus bom de bolo disse:

    Pessoal se prendeu muito em kaifuku quando falam desse autor kkkkkkkk
    Ele e um maluco q de fato curte mudar de genero quando escreve as parada so ver o jeito q ele trabalha o €$trup0 nessas duas obras, totalmente diferente

  2. Juarez Joestar disse:

    Mano, fui ver esse anime achei ele chato, mas como dizem gosto é gosto, eu achei chato, pra muitos deve ter sido ok ou bom.
    Mas a dublagem desse anime tenho q falar, tem mane q fica falando mal das dunlagem da dublasil e atma, mas poha a dublagem desse anime e horrivel, as menininhas vozinha irritante, meu deus.

  3. Squall disse:

    Foi um bom anime, mas a música da op foi sensacional, com certeza uma das melhores do ano. Foi bem padrão isekai, mas não do tipo protagonista burro que vai levando, esse era do tipo inteligente, que planejava tudo antes de agir, a forma dele de se preparar me fez lembrar de Arifureta, com todo aquele arsenal que o cara cria pra jornada. A arma final meio que me surpreendeu, não achei que já teria algo assim tão cedo (considerado que a 1ª temporada inteira foi só preparação do protagonista pra missão, basicamente não teve nenhum desenvolvimento da trama principal, do assassinato do herói), eu imaginei que ele faria algo grande, mas não daquele jeito (pelo desenvolvimento do personagem, eu tava imaginando que ele começaria a usar magia pra criar plutônio e desenvolver uma bomba atômica mágica, ou algo assim.). Realmente espero que tenha uma próxima temporada (se kaifuku ganhar uma segunda temporada e esse não, vai ser prova de que o Japão está perdido de vez)

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