Estudo diz que público jovem prefere histórias de amizades e que reflitam suas vivências

O estudo Teens and Screens 2025, realizado pelo Center for Scholars & Storytellers da UCLA (Universidade da Califórnia de Los Angeles), apresentou que jovens entre 10 e 24 anos procuram por histórias centradas em amizade e com personagens que eles possam se relacionar nas produções para a TV.
Dos 1.500 adolescentes que foram entrevistados obteve-se que 59,7% indicaram que gostariam de ver mais conteúdo cujo relacionamento principal seja a amizade. Enquanto que 32,7% disseram preferir histórias relacionáveis e semelhantes as suas próprias vidas ao invés de tramas de fantasia ou que sejam focadas em problemas do mundo real ou com enredo motivacional.
O tema amizade também se sobressai ao romance, com um total de 60,9% dos entrevistados preferirem que os relacionamentos amorosos sejam mais focados na amizade entre o casal do que no aspecto sexual. 54,9% afirmaram preferir ver personagens de gêneros diferentes mantendo uma amizade do que se transformando em namorados ou algo além.
Foram avaliados 19 tópicos, com a amizade ficando em terceiro lugar de interesse (57,7%) e o romance sendo um dos menos populares (36,5%). Em relação ao formato, tiveram 48,5% que revelaram preferir assistir produções animadas, enquanto que 51,5% disseram que preferem produções em live-action.
57% dos jovens também acreditam que assistem mais televisão e filmes do que os adultos, embora o façam de forma diferente. 78,4% consomem esse tipo de conteúdo em plataformas como YouTube; TikTok e redes sociais, enquanto que 46,7% disseram que assistem principalmente em dispositivos pessoais, além da televisão.
O estudo conclui que os jovens não abandonaram as séries e animações, como alguns adultos imaginam, apenas o estão buscando em outros formatos. Além disso, eles não estão negando o romance mas buscam formas mais autênticas de relacionamentos.
“O relatório pinta um quadro de adolescentes e jovens adultos que estão mais engajados e exigentes com histórias tradicionais do que muitos adultos supõem. Eles não abandonaram programas de TV e filmes; eles simplesmente redefiniram como e onde os assistem e os estão usando como uma forma de se conectar. Eles estão procurando por histórias que reflitam suas vidas reais, personagens que sejam como eles e relacionamentos autênticos – especialmente amizades entre gêneros que não necessariamente se tornem românticas . Isso não é uma rejeição ao romance, mas sim um apelo por histórias mais realistas que representem todo o espectro da conexão humana.
No fundo, essas descobertas refletem uma verdade mais profunda sobre como os adolescentes usam a mídia: eles buscam conexão. Eles querem se identificar com personagens, se ver representados e, acima de tudo, construir uma comunidade com seus pares. Essa diversidade de conexões torna a mídia um espaço único para os jovens, onde eles podem explorar sua identidade, processar emoções e criar referências culturais compartilhadas com seus amigos“.
A pesquisa é realizada anualmente pela UCLA.
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