Dica dos leitores #01

Por Williams Gomes em

ANMTV / Divulgação

O segundo semestre de 2021 está quase no fim e junto com ele, muitos títulos do universo dos animes que encheram nossos olhos de empolgação ou que pelo menos tentaram. E apesar da demora na produção deste texto, é como um presente de natal que finalmente entregamos a edição deste semestre das dicas dos leitores (e do autor deste texto, por que não?) a você, caro amigo do ANMTV que nos acompanha desde sempre. Então, se você interagiu nos comentários da última edição no site ou nos posts das nossas redes sociais dando sua sugestão de obras para serem analisadas neste artigo, chegou a hora de conferir se a sua dica foi ouvida ou então apenas sanar a dúvida do que esperar sobre aquela produção da qual você já possa ter ouvido falar.


Accel World

Eryk Oliveira: Eu recomendo muito Accel World e Certain Magical Index! Normalmente eu não gosto de animes de fanservice apelativos ou bem exagerados, mas esses dois eu abro uma exceção valem muito a pena uma atenção.

Sunrise / Divulgação

Apresentando uma temática já conhecida por todos, a missão de conquistar o público e fazer com que este siga a aventura do anime de ficção científica até seu último episódio, é difícil quando comparações com obras de mesmo cunho como SOA (Sword Art Online) inevitavelmente surgem no imaginário do público. No entanto, Accel World consegue driblar essa problemática com muito carisma. Seu protagonista, Haruyuki, que logo de cara quebra o perfil do jovem esbelto e misterioso, apresenta vários pontos que são úteis na hora de estabelecer uma conexão com o espectador. A relação dele com Kuroyukihime é uma proposta interessante de ver acontecer apesar de não ser tão bem desenvolvida, aponto de vermos sentimentos aflorarem sem muita credibilidade, tal qual relacionamentos de outros personagens do anime, aonde seria mais fácil crer que são irmãos ou amigos do que algo a mais.

Mas ainda assim, Accel Word entrega um time de comédia competente, com um destaque para as interações do protagonista e o Rei vermelho, aonde ambas personalidades opostas, rendem boas risadas. O drama e a ação também são satisfatórios, apresentando um ápice mais interessante em sua segunda parte, no arco de Noumi. Arco esse que conta ainda com uma última batalha cuja animação aparece bem mais trabalhada. De uma visão geral, Accel World se sustenta bem, apesar de pequenas falhas em sua composição como um todo. Uma opção razoável para quem curte gêneros como isekai mas com uma pontinha de comédia e fofura em sua identidade.

Apesar de disponível em serviços de streamers como Crunchyroll e Hulo no exterior, Accel World ainda não está oficialmente liberado em terras brasileiras.

 

Chio’s School Road

Mestre Kame: Kokkoku e Chio’s School Road

Diomedéa / Divulgação

Representante do gênero de comédia, Chio’s School Road cumpre muito bem seu objetivo de entreter o público e, ainda de quebra, arrancar risadas do mesmo. A série, além de contar logo de cara com uma opening bem divertida, entrega em sua produção uma proposta bem interessante para se acompanhar, já que apesar de parecer algo que facilmente poderia se tornar repetitivo e enjoativo, o trajeto para a escola consegue a cada episódio, apresentar uma jornada maluca e divertida de acompanhar. Vemos ainda personagens carismáticas, referências a outras obras conhecidas do público e tudo isso em míseros 12 episódios. O resultado? um grande gostinho de “quero mais” em ver as aventuras de Chio (sempre virada de tanto jogar de madrugada) e sua amiga Manana (Sempre pronta para puxar a colega pra uma desgraça) a caminho da escola.

Chio’s School Road está disponível no brasil pelo serviço de streaming Crunchyroll e possui uma temporada.

 

Kobayashi-san Chi no Maid Dragon

Different Dimension JP: kobayashi san no maid dragon (sic)

Reprodução

Mais divertida do que nunca, a segunda temporada de Kobayashi-san Chi no Maid Dragon retornou esse ano e mostrou que sua receita continua funcionando mesmo pouco mais de 3 anos após sua primeira temporada ser transmitida. Com uma animação bem mais lapidada, suas cenas de batalha se mostraram um belo destaque, seus os momentos de comédia sempre muito cativantes, e tanto sua opening quanto a ending, repetem o bom desempenho entregue desde sua última aparição.

A respeito do roteiro, observamos que a direção de Yasuhiro Takemoto não perde tempo, e logo trata de fazer com que alguns dos novos personagens da temporada sejam inseridos já no primeiro episódio – o que de certa forma faz sentido, visto que a própria abertura já dá alguns “spoilers” -, novos núcleos sejam apresentados para fugirmos dos mesmo lugares e relações já existentes aprofundadas a fim de mostrar uma progressão em sua narrativa principal.

Do ponto de vista negativo, é possível sentir falta de uma exploração no passado de alguns personagens já consagrados na animação – ainda que tal ponto seja suprido em alguns outros personagens e isso nos leve a pensar que a problemática em questão vá ser resolvida em uma próxima temporada. O desenvolvimento de relações secundárias também é um fator a ser trabalhado, mas como no primeiro ponto deste parágrafo, a brecha para que isso seja melhorado no futuro, também é aberta.

No geral, kobayashi-san chi no maid dragon segue tão refrescante e brilhante quanto antes, sendo uma ótima alternativa para relaxar e ainda dar umas risadas aqui e ali, depois de um longo dia.

O anime está disponível no brasil pela Crunchyroll e conta com duas temporadas.

 

Tokyo Revengers

GIL: tokyo revengers

DemK: Acho que Tokyo Revengers falando principalmente sobre como a suástica mudou seu significado devido a 2° guerra. Muito mais por culpa do conhecimento geral da população que não sabe diferenciar e como estão tentando trazer de volta a origem do significado da suástica.

Kodansha / Liden Films / Divulgação

Partindo de uma premissa bastante interessante na qual temas um tanto quanto inesperados de serem misturados, como as gangues de tokyo e viagens no tempo, Tokyo Revengers deve bem mais ao “boca a boca” de seus fãs, do que em sua qualidade como anime. No anime – que vez ou outra lembra uma animação da MTV dos anos 2000, seja pelo traço ou sua animação – percebemos que o protagonista, Takemichi Hanagaki é de longe, o maior “acerto” do anime, visto que o perfil de “bebê chorão e medroso” é tão irritante e enjoativo de acompanhar que acaba se tornando uma das coisas que mais funciona na obra. A produção conta ainda com várias outras decisões errôneas em sua composição como: diálogos explicativos em excesso, furos de roteiro com incoerências em algumas linhas temporais, viagens no tempo mal justificadas, momentos reflexivos desnecessários, confrontos totalmente descartáveis e golpes de luta bem apelões.

Das poucas coisas que podem ser apreciadas, podemos ver a relação de Mikey e Draken e como esta é bem desenvolvida ao longo da temporada, a ponto de nos conectarmos com a missão de takemichi em preservá-la. As cenas de comédia, funcionam em certos momentos, mas não são lá muito empolgantes, tal qual sua abertura e encerramento que, dificilmente, permanece ecoando na cabeça do espectador, mas que pro momento em si até que passa, deixando assim, a decisão de assumir o risco de assistir ou não, nas mãos do público.

E falando rápida e friamente sobre a presença do manji no anime e toda sua problemática envolvendo a suástica nazista, a verdade é que não há muito a ser dito, uma vez que, observando pela perspectiva do próprio anime, o mesmo trata de esconder o símbolo budista até nas suas versões mais liberais a fim de evitar polêmicas com outros países e públicos.

Tokyo Revengers está disponível no brasil pelo serviço de streaming Crunchyroll e possui uma temporada.

 

SK8 the infinity

Dica do autor

Bones / Divulgação

Uma das novidades do ano de 2021, SK8 the Infinity não é a primeira produção que tem como proposta principal acompanhar a história de garotos aficionados pelos skateboards. Em verdade, sua concorrência é existente de anos antes e inclusive no próprio ano de estreia do anime em questão. No entanto, alguns pontos fazem de SK8 the Infinity uma das produções que aos poucos conseguiu conquistar seu lugar ao pódio de muitos espectadores, incluso este que vos escreve. A qualidade da animação assinada pelo estúdio Bones se mostra bastante competente em prender o público, seja na produção de uma locação com detalhes em 3d ou na movimentação dos personagens durante uma corrida ou treino. Até sua abertura e seu encerramento possuem uma produção que somadas as respectivas trilhas sonoras, tornam tanto o início quanto o fim de cada episódio bastante fluido e empolgante.

O anime conta ainda com um design de personagens competente e que consegue abraçar o estilo de cada indivíduo da obra. Personagens esses que, vale dizer, esbanjam carisma e que podem facilmente conquistar o espectador por conta própria, porém com um êxito ainda maior, alcançam o objetivo se forem reunidos num mesmo ambiente – como uma praia, por exemplo. Seu antagonista talvez seja um dos pontos mais baixos da animação, visto que seu estilo excêntrico e sua personalidade caricata beiram a breguice de uma novela do início do milênio, e seu arco é mostra-se como um dos mais desinteressantes.

Os momentos cômicos são certeiros, e a atenção em inserir explicações de alguns fundamentos do skate em suas cenas, torna a experiência de acompanhar a história principal – ainda que não tão grandiosa quanto deveria – bem mais confortável para aquele público que nada sabe a respeito do assunto e caiu de paraquedas na obra.  É sem dúvida uma opção que vale a pena dar uma chance.

SK8 the Infinity está disponível no brasil pelo serviço de streaming Funimation e conta com uma temporada apenas.


E você, caro leitor? tem algum anime, desta ou de outras temporadas, que acredita ser uma boa dica para compartilhar e ter uma pequena análise no site? Deixe sua sugestão aqui nos comentários e fique de olho em nossas redes sociais para sempre interagir a tempo conosco.

Até a próxima edição!

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