ANMTV Especial: Dia do Orgulho Geek

ANMTV / Divulgação

O Dia do Orgulho Geek é comemorado no dia 25 de maio e esta data foi escolhida porque neste dia, em 1977, o primeiro filme da franquia Star Wars estreava nos cinemas alcançando um novo patamar para a cultura geek em geral. Contudo, o dia 25 também é chamado de Dia da Toalha, por conta de outra obra bem popular do mundo nerd: O Guia do Mochileiro das Galáxias.

De qualquer forma, esta é a data em que todos nós podemos celebrar quem somos e o que gostamos. O dia não deixa de ser uma vitória, tendo em vista que hoje a cultura geek se tornou popular e permanece conquistando novos fãs a cada dia, mas nem sempre foi assim. Tenho certeza que muitos já escutaram algum comentário ofensivo baseado em nossos gostos por animes, filmes, animações, games… menosprezando e diminuindo nossas paixões.

É importante ressaltar que todos merecemos respeito, tratar o outro da forma que desejaria ser tratado, pode parecer uma frase clichê mas é algo importante e o óbvio que também precisa ser dito. Diante da comemoração, alguns de nossos redatores do ANMTV, montaram uma lista, cada um, daquilo que nos impulsionou para este mundo mágico, para podermos compartilhar com vocês. Sendo assim, convido aos leitores que façam o mesmo em nossas seções de comentários. Aproveitem as dicas e desde já, Feliz Dia do Orgulho Geek!

Caio Eduardo:

Eu sou de uma cidade bem pequena, então demorei bastante para conhecer o termo “Geek”; para mim, gostar de histórias em quadrinhos, desenhos, filmes e jogos; era apenas a minha maneira de me expressar, de me sentir confortável comigo mesmo e de aguentar as barras que a vida joga na gente. Quando finalmente tive acesso à internet, fiquei maravilhado e muito contente em saber, que assim como eu, várias outras pessoas eram apaixonadas por esses temas. Gosto de pensar que acima de celebrar essa data, nós devemos compartilhar o melhor do meio com o próximo, mostrar que acima de tudo, e de todas as diferenças, somos um povo só, e que estamos sempre abertos a novas pessoas. E bem, para celebrar um pouco, vou compartilha algumas coisas que me tornaram o que eu sou hoje.

1. Os quadrinhos da Turma da Mônica

Maurício de Souza/ Divulgação

Meu primeiro contato com quadrinhos, ou melhor, com leitura num geral, foi através dos encadernados da Turminha; na época eram mais baratos e acessíveis para mim, e lembro de que meu avô sempre trazia algumas revistinhas para casa. Creio que não preciso explicar quem é a Mônica, certo? Falar dos super criativos planos infalíveis do Cebolinha, de como o Cascão fugia de qualquer gota d’água, ou como a Magali só faltava devorar os próprios quadros de suas histórias; essas crianças de mais de 60 anos já são um marco de nosso país, e eu espero que continue assim para sempre.

As crianças do bairro do limoeiro, não só me apresentavam o mundo de maneira engraçada, como também foram o pontapé para eu aprender a ler, e logo em seguida ir atrás de coisas mais complexas. Lembro de tardes inteiras onde ficava foliando as mesmas revistas, enquanto sentado embaixo de uma goiabeira que tinha perto de casa; dito isso, sempre tive um carinho especial pelas histórias do Chico Bento, acho que o meu nível de identificação era bem alto com ele.

Mesmo que hoje em dia eu esteja meio afastado dos quadrinhos principais, o sentimento que tenho por causa dessas histórias nunca saiu do meu peito, algo tão puro que me fez derramar rios de lagrimas vendo o filme “Turma da Mônica: Laços” e sua continuação, “Turma da Mônica: Lições”. E bem, mesmo que você já seja um adulto crescido e rabugento, assim como eu, tenho certeza que ainda vai abrir um sorriso, seja com o humor super afiado destes quadrinhos ou com as histórias mais tocantes do selo Graphic MSP.

 

2. Yu-Gi-Oh

Konami/ Divulgação

A história de Kazuki Takashi, sobre um jovem que resolvia um quebra-cabeça milenar e participava de batalhas de cards, com a ajuda de um faraó sem nome, ganhou o meu coração e o de muitos ao estrear na TV Globinho em meados dos anos 2000. Particularmente, eu não vim dessa primeira leva fãs de Yugi e companhia; fui conhecer o anime alguns anos mais a frente, através do filme “Pirâmide de Luz”, filme ao qual eu alugava recorrentemente na locadora da cidade; parando cena por cena para tentar desenhar as cartas que via em tela.

O que mais me chamava a atenção no anime, era como diferente de outros protagonistas, Yugi era um garoto baixinho e frágil, e tinha como sua maior arma, a inteligência, sendo mais cérebro do que músculos. A história tinha drama e aventura na medida certa, mas claro que as cartas que regiam esse universo traziam um brilho enorme a meus olhos juvenis. Graças aos inúmeros álbuns de figurinha que eram vendidos por aqui, acabei conseguindo uma coleção bem grande de cartas falsas, e como tudo era em inglês, acabei aprendendo algumas palavras por “osmose”, enquanto tentava ler o nome da carta e seu efeito.

Até hoje ainda acompanho a franquia, vi todas a suas encarnações posteriores, me apaixonei por suas novas mecânicas e quebrei de raiva em ver como o jogo foi se tornando mais e mais quebrado com o passar do tempo. Mesmo assim, ainda agradeço bastante a essa franquia, já que graças a ela, eu comecei o meu enorme amor por cardgames e jogos de tabuleiro; assim como aprendi a jogar outros jogos de cartinha como Magic, Pokemon TCG, Chaotic, Buddyfight e ambos os TCGS de Digimon; que ampliaram o meu conhecimento sobre jogos e me trouxeram boas e divertidas partidas.

 

3. Ryukendo

Takara Tomy/ We’ve Inc./ Divulgação

E é claro, eu não poderia deixar de citar um Tokusatsu.

Bem, eu não peguei a época da Rede Manchete, muito menos estava vivo na época em que Jaspion & Cia dominavam a programação infantil. Mas graças as adaptações trazidas pela franquia Power Rangers, meu amor por esses heróis vinha florescendo desde muito novo. Contudo, eu sempre sentia que faltava algo a mais, algo que só em 2009, quando no bloco da TV Kids, da Rede TV, estreava a obra que ia abrir meu coração para esses seriados de efeitos especiais.

Mandan Senki Ryukendo, conta a história de Kenji Narukami, um jovem que após chegar na cidade que Akebono, vê como as forças do exército Jamanga aterrorizam essa pequena cidade. Tudo para conseguir energia negativa suficiente para reviver o “Fantasma Verde”. Sendo escolhido por GekiRyuuKen, Kenji se transforma no espadachim Madan Ryukendo e luta ao lado da S.H.O.T para colocar um fim nos planos malignos de Jamanga.

Ryukendo trouxe tudo que eu já gostava em um formato ainda melhor. Os visuais lindos das armaduras dos heróis, a carga mais dramática e sentimental que a série tinha em comparação as coisas que via na época, a maneira como essa história simples era contada com tanto coração e as maneiras criativas que os roteiristas tinham que bolar para contornar o baixo orçamento disponível. Tudo isso embrulhado com lindas músicas, com aberturas eletrizantes e os encerramentos que até hoje me tiram lagrimas por suas belas melodias.

Ver esta história que era destinada ao público infantil ter tantas camadas, tanto cuidado e carinho, foi o que me fez amar Tokusatsu quando eu nem sabia o nome do que estava vendo. E hoje, mais de 10 anos depois, eu só tenho a agradecer por todas as tardes que assistia as aventuras dos guerreiros Madan, no sofá velho de minha Tia, ao lado dos meus primos.

 

Diego Regis:

Durante minha infância, sempre acompanhei a diversos desenhos, animes e alguns filmes aqui e ali. Tenho diversas referências de produções que me fizeram entrar neste maravilhosos mundo geek. Animes como Bucky, Tenchi Muyo e Fly, O Pequeno Guerreiro são alguns que eu cito, além de animações como X-Men, Homem-Aranha, Liga da Justiça entre outros menos lembrados como Ratos Motoqueiros de Marte e Double Dragon. Porém, estas três obras que irei citar foram as mais impactantes.

1.Franquia Dragon Ball

Shueisha/ Toei Animation/ Divulgação

Dragon Ball foi meu início nesse mundo de animes shounen, a grande febre entre as crianças da época. Eu o coloco aqui focando na franquia como um todo e não apenas em sua primeira aventura. Um grande acerto do SBT foi ter transmitido a saga clássica e apresentado esta maravilhosa obra ao público brasileiro, porém, todos sabemos que a grande atração foi Dragon Ball Z. Este anime conseguiu se tornar uma grande febre entre as crianças no final dos anos 90 e inicio dos anos 2000, era muito raro encontrar alguém que não assistia a esta animação e muita gente se aproveitou disto, a Band estreou o Band Kids e trouxe diversos outros animes, além de ajudar a popularizar os mangás, anunciando os títulos no programa. Passei muitas horas assistindo, lendo sobre e brincando com meus amigos fingindo ser um ou outro personagem, Dragon Ball foi algo forte e esse sentimento não morreu, Dragon Ball GT e Dragon Ball Super também ocupam um espaço mobiliado em meu coração.

2. Jumanji

Interscope/ TriStar Pictures/ Divulgação

Jumanji! Meu que filme incrível, acho que todos aqueles que assistiram esta produção sentiram vontade de joga-lo pelo menos uma vez, mesmo correndo o risco de ser perseguido por um leão ou caçado por um louco com uma arma. Vi e revi este longa diversas vezes, sua dublagem fantástica deu um toque especial nos personagens e cada um deles teve seu momento de brilhar em tela, desde o protagonista até os personagens secundários, todos conseguem possuir algum momento memorável. Para quem não conhece, o filme mostra um jovem franzino e de poucos amigos que encontra um jogo de tabuleiro num canteiro de obras, quando a garota que ele gosta aparece em sua casa ambos decidem jogar, só que o garoto acaba preso dentro do jogo. 26 anos depois ele é liberto por duas crianças e todos devem chegar ao fim do jogo para que tudo volte ao normal, e o filme ainda ganhou uma série animada que era tão divertida quanto o filme.

3. Franquia Power Rangers

Hasbro/ Divulgação

Mighty Morphin Power Rangers, o que essa série causou, e permanece causando, em minha vida foi algo inexplicável. Estes heróis coloridos conquistaram as crianças dos anos 90 e enfureceram aqueles que eram crianças nos anos 80 e acompanharam as séries Super Sentais, mas, não irei falar deste público, meu foco é no legado que esta adaptação estadunidense iniciou. Power Rangers é uma adaptação das séries Super Sentai japonesas, mas, com sua própria história e universo. Nesta primeira temporada somos apresentados a um alienígena chamado Zordon que, ao perceber que uma terrível vilã chamada Rita Repulsa se libertou de sua prisão, decide convocar 5 adolescentes para lutarem contra ela, munidos de uniformes temáticos e robôs gigantes conhecidos como Zords. 29 temporadas depois e eles ainda estão por aqui, logo mais terão uma comemoração de 30 anos para, em seguida, sofrer um grande reboot e eu estarei aqui para acompanhar e ver o que o futuro reserva a esta grande franquia.

Bônus:

Me dou a liberdade de ainda citar estas produções que me deixaram mais próximo da cultura geek:

  • Sakura Card Captors (Anime)
  • Band Kids (programa de animes)
  • TV Globinho (programa infanto juvenil)
  • Animax (Canal 24h animes)
  • Pokémon (Anime)
  • Digimon (Anime)

 

Edmar Filho:

Costumo dizer que sou nerd desde muito antes de isso ter virado uma “moda” impulsionada pelo impacto cultural de séries como The Big Bang Theory e dos filmes de super-heróis do UCM (Universo Cinematográfico Marvel), que para o bem ou para o mal, aos poucos transformaram esse estilo de vida em uma das maiores forças consumistas do planeta.  Usava óculos de fundo de garrafa e era considerado uma criança com inteligência acima da média na infância, e já adolescente era zoado por colegas de escola e rejeitado por meninas por conta do apego a “coisas de criança” somado à falta de traquejo social, acompanhando também como um típico millenial  a transição de tecnologias analógicas para o âmbito digital, e em um dia como hoje, na minha atual fase de vida, parafraseio uma frase dita pelo escritor C.S. Lewis que diz: “Quando me tornei homem, deixei de lado coisas infantis, incluindo o medo da infantilidade e o desejo de ser adulto demais.”. Dito isso, vou aqui apresentar algumas produções que me formaram como um orgulhoso geek/nerd que em um dia como hoje, pode se dar ao luxo de experimentar a sensação libertadora de assumir os próprios gostos sem medo algum de ser feliz ou de julgamentos alheios.

1. Pagemaster – O Mestre da Fantasia

Turner Pictures / Hanna-Barbera / 20th Century Fox / Divulgação

The Pagemaster de 1994, ou Pagemaster – O Mestre da Fantasia foi um dos filmes estrelados por Macauly Culkin no auge de sua carreira mirim que mesclava animação e live-action, onde um tímido e inseguro garoto chamado Richard Tyler (Macauly Culkin) acabava por abrigar-se em uma biblioteca para fugir de uma tempestade sendo abordado por um excêntrico bibliotecário conhecido como Sr. Dewey (Christopher Lloyd), que oferece ao menino um cartão da biblioteca para achar o livro ideal para se entreter enquanto permanece no local, ainda que o mesmo não demonstre um interesse inicial pela leitura.

Ao transitar pela biblioteca em busca de um telefone, Richard presencia uma pintura com inúmeros personagens literários e é surpreendido em certo momento por eventos mágicos de origem misteriosa que acabam por transformá-lo em um personagem de animação, sendo posteriormente apresentado a um mago chamado de Pagemaster, que diz que se a criança quiser voltar a ser um humano normal de carne e osso, deve encontrar a saída transitando em seu percurso por alguns gêneros literários e tendo como companheiros de aventura os livros antropomórficos Terror, Aventura e Fantasia.

Considero esse longa metragem muito especial pra mim, por ter feito parte da minha formação como leitor na segunda infância (período entre 7 a 10 anos) ainda que trate-se de um filme e não propriamente de um livro. Nessa época, embora eu não lesse ainda volumosos calhamaços de assuntos diversos ou literatura infanto-juvenil, meus hábitos de leitura avançavam a passos considerados surpreendentes por educadores e por pessoas de minha própria família, o que foi crucial para que em um futuro próximo tivesse meus primeiros contatos com mangás e livros de grandes sagas como As Crônicas de Nárnia e Percy Jackson.

2. Band Kids

Reprodução

Quando era criança acompanhei pela TV Shurato e Yu Yu Hakusho pela antiga Rede Manchete durante a semana (em uma fase onde o canal estava caminhando para seu trágico final) enquanto minhas manhãs de sábado eram recheadas de aventuras trazidas por Fly O Pequeno Guerreiro (Dragon Quest), Dragon Ball, Street Fighter II-V e a animação noventista de Mega Man da Ruby-Spears, que eu erroneamente achava também tratar-se de um “desenho japonês”. Mas foi só com a aparição do clássico programa Band Kids, apresentado pela aspirante a heroína Kira (Renata Saiyuri), que aprendi como chamar essas produções que sempre despertaram de forma considerável meu interesse, e a adentrar com mais intensidade por esse universo a ponto de hoje poder colaborar com um site que tem animes como um de seus principais pilares.

Assim, daqueles episódios de Dragon Ball Z exibidos de forma isolada na grade da Band às 15h, logo conheci Bucky, El Hazard, Tenchi Muyo, o termo “anime” e as mais variadas curiosidades relacionadas a essas e outras produções incríveis que fizeram parte da minha vida e da minha formação como ser humano em diferentes fases dela. Com essa onda recente de V-Tubers, sempre imaginei como seria interessante rever a personagem interpretada pela atriz Renata Saiyuri em uma versão modernizada e adaptada às atuais tendências culturais e digitais, mas infelizmente creio que pessoas do Brasil que fazem um bom manejo de tal tecnologia ainda não compartilharam das mesmas lembranças e dessa ideia…uma pena talvez para uma figura que ajudou a formar e consolidar tantos fãs de animes e mangás no fandom brasileiro.

3. Revistas de Animes (Anos 2000)

Reprodução

Anime>DO, Anime Kids, Anime Ex, Neo Tokyo, Ultra Jovem, vários foram os nomes, mas o prazer e a diversão de ler sobre o que já tinha um interesse natural e genuíno era sempre o mesmo e só foi aumentando a medida que crescia e entendia melhor certas coisas. É engraçado pensar sobre o meu primeiro contato com algumas dessas revistas, eu era um garoto que apenas gostava de assistir muitos desenhos na televisão e tinha um apreço especial pelas animações japonesas, quando eis que um dia parentes que chegam de viagem me deram duas revistas sobre anime no meio de algumas da Turma da Mônica que eu já tinha o costume de ler, uma Anime>DO e uma com fichas de personagens de animes, sem eu sequer ter pedido por isso.

Mais engraçado ainda é pensar de certa forma que um dia quando era criança ou adolescente tinha vontade de quem sabe um dia trabalhar escrevendo para essas revistas que tanto gostava de ler, e hoje escrevo para um site que de algum modo substituiu o papel que essas revistinhas exerciam em um tempo que a internet não era metade do que é hoje e em que a informação era muito mais escassa para fãs como eu ficarem sabendo de novidades sobre o que gostava. Terei eu realizado um dos meus sonhos de infância e adolescência sem se tocar disso?

Talvez, mas mesmo que eu não ganhe a minha vida hoje com isso e o que faça por esse portal seja muito em parte por boa vontade minha de contribuir, poder expressar para tantas pessoas que se informam por aqui todos os dias sobre os sentimentos e a relação que desenvolvi com a leitura e a escrita em momentos como o dia de hoje, é talvez uma daquelas experiências da vida que simplesmente não tem preço que pague.

Lindemberg:

Confesso que sou Geek, Nerd, Otaku e afins muito antes de me identificar com essas terminologias, anglicismos, grupos de fãs com gostos em comum por determinadas animações, filmes, séries, games, histórias em quadrinhos brinquedos. Expressos também ao usar bottons, pins, camisetas, até mesmo fazer cosplay, sem medo de ser feliz.

E uns títulos que desde os anos 80 fizeram de tudo um pouco, conquistando um espaço em meio à nossa cultura são sem dúvida esses:

1. Franquia As Tartarugas Ninja.

Nickelodeon / Divulgação

Dos autores Kevin Eastman e Petter Laird, As Tartarugas Adolescentes Mutantes Ninja levam os nomes de 4 mestres italianos do Renascimento: Leonardo, Rafael, Michelangelo e Donatello. As tartarugas são jogadas nos esgotos de Manhattan e acabam contaminadas com o mutagen, o que lhes dá formas humanoides e são encontradas pelo Mestre Splinter, um rato que também foi atingido pelo composto químico, que as adota, alimenta com muita pizza e as treina para se tornarem combatentes de crimes cometidos, principalmente, pelo vilão Destruidor.

2. Franquia Megaman

Capcom / Divulgação

Também conhecido como Rockman, principalmente no Japão, é um simpático robô que combate o crime em uma história que mistura ação e ficção científica. Tendo como designers Keiji Inafune, Akira Kitamura, Yoshihiro Sakaguchi entre outros, foram os responsáveis por tirar nossa tranquilidade ao criarem algo que oferece tanto desafio, mas ao mesmo tempo a diversão que todo jogador deseja.

3. Cobra Kai

Sony Pictures Television / Divulgação

Embora eu particularmente seja Team Miyagi, por questões remontam o sucesso da saga Karate Kid para as academias de artes marciais que estruturam famílias como a minha, desde que Daniel Larusso conheceu o Mestre Miyagi, a concepção de grupo ao qual pertencemos é renovada principalmente com o retorno desses personagem para as telas, com a série Cobra Kai. Esse novo olhar, agora protagonizado por Johnny Lawrence, que remonta inclusive histórias verídicas de artistas marciais em meio à suas vitórias e derrotas ao final de cada batalha, seja no tatame ou na vida, enfrentam suas dificuldades tomando por base a filosofia do Caratê.

Outros títulos como A Super Máquina (Knight Rider), séries diversas da extinta TV Manchete e meu bom e velho Phantom System me fizeram crer desde o início que sou mais um a comemorar o Dia do Orgulho Geek.

Samuel:

Sam aqui, existe uma franquia, um anime que passava no início dos anos 2000 no Brasil e que eu sempre uso como exemplo para ter me tornado um otaku, como uma referência e influência. Não diria que foi isso que me moldou mas eu tenho certeza que neste momento, o horizonte se abriu. Eu sei que hoje estamos falando sobre o dia do orgulho geek, mas acho que a mesma afirmativa é válida, a obra em questão pode surpreender muitas pessoas e algumas talvez se lembrem com nostalgia também, já outras nem a conheçam, mas vamos lá.

1. Tenchi Muyo!

AIC/ Divulgação

Aiiiiii Tenchiiiii! Quem aí se lembrou do anime passando no Band kids no começo dos anos 2000? Que fique claro, não sou um grande fã da série, tendo visto toda a obra (embora até gostaria de conhecer mais), porém o anime original transmitido em TV aberta junto com Cavaleiros do Zodíaco me marcou e muito, lembro de ter sido aí que eu percebi que isso era diferente de outras coisas que via a época e que gostava muito, fosse pelo traço, enredo, ou seja lá o que me chamou atenção, o que provavelmente foi o traço principalmente, pois até hoje gosto muito da estética dos animes anos 90. O anime é um Ecchi, que acompanha as desventuras de Tenchi, conforme a mais variada gama de garotas espaciais acaba caindo na terra e se apaixonando por ele, seja desde pirata espacial, policial ou princesa.

Ps: O anime tinha uma abertura muito boa.

Talvez pela época em que nasci e cresci minhas referências são parecidas com muitos dos meus colegas que já escreveram aqui. Sou um fã da franquia Power Rangers, consumo tudo que for possível de Dragon Ball (até hoje o melhor jogo de luta ainda é Dragon Ball Budokai Tenkaichi 3), da mesma forma com As Tartarugas Ninjas, entre outros, mas vou tentar não me repetir aqui.

2. Hunter x Hunter

Nippon Animation/ Shueisha/ Divulgação

Para mim, até hoje – e não importando a versão – é o melhor anime e mangá já criado e nunca terminado. É uma obra de arte e meu anime favorito. Para quem não conhece, a obra acompanha o jovem Gon em seu caminho para se tornar um caçador e conhecer seu pai, enquanto ele encontra novos companheiros e muitas coisas acontecem nessa jornada. O anime original passou no Brasil também nos anos 2000, mas um pouco depois de Tenchi Muyo!, sendo transmitido no Rede TV! Kids e também no extinto Animax.

3. Card Games

Reprodução.

Os card games são de longe meu tipo de jogo favorito, eu amo jogos de estratégia, sejam para videogames ou não. Por serem jogos de estratégia, colecionáveis, inseridos dentro da cultura pop, sempre tiveram meu interesse. Cresci vendo e jogando a franquia Yu-Gi-Oh! e também Pokémon (minha franquia favorita, assisto anime, jogo os videogames e card game), jogando ambos na escola com os amigos ou no bairro. Mas foi no final da adolescência, na lojinha da cidade, que eu conheci minha paixão e a vida mudou ao começar a jogar competições e conhecendo o circuito profissional de Magic: The Gathering, o primeiro trading card game do mundo e considerado o jogo mais complexo já criado. Simplificando, Magic é um jogo onde 2 ou mais “magos” se enfrentam, começando geralmente com 20 de vida e o objetivo de ambos é usar seu baralho (aqui chamado de grimório) para levar o oponente a 0 de vida e assim ganhar a partida. O jogo me deu a oportunidade de conhecer várias pessoas incríveis, uma comunidade inteira, fazer vários amigos que levo até hoje e me propiciou, ainda, a chance de conhecer novas cidades.

Tenho diversas outras referências, como comentei mais no começo, cresci em uma época onde basicamente todos os canais da TV aberta tinham um programa infantil e passavam desenhos e animes. Eu lembro que saia correndo da escola, estudava de manhã e morava próximo, para ver o último desenho da TV globinho e tentar ver o final do penúltimo, torcendo para ser um anime, almoçava vendo Super Choque, X-Men Evolution e Um Maluco no Pedaço no Bom dia e Cia, para no final da tarde ver os animes que já comentei entre outros no Band Kids e no Rede TV! Kids.

Além disso, não posso esquecer de Cowboy Bebop e Bleach, dois dos meus animes favoritos que tenho ambos marcados no corpo. E do meu pai que via mais desenho que eu na época e me ajudou a ser fã de Scooby-Doo, He-Man, entre outros vendo desenhos mais antigos que passavam, além de minha mãe, que sabendo que sempre amei ler e não importava o que fosse, me dava um livro de presente e eu ficava feliz, pois era a única e assim eu recebi minha carta para Hogwarts e acabei entrando no acampamento meio sangue, além de outras aventuras.

Williams:

Chegamos a mais um dia anual do orgulho geek, e como é de costume, tentar lembrar do dia em que você de fato se identificou como um jovem pertencente a este grupo de pessoas. É como achar uma agulha num grande palheiro que é a sua mente, pelo menos é o que parece para mim. No entanto, uma coisa é certa: todo pequeno geek tem suas obras de referência, aquele desenho ou game que logo surge na mente quando você revisita suas raízes. Partindo deste princípio, conheçam agora algumas das minhas referências:

1. Super Mario World

Nintendo / Divulgação

Como uma boa criança dos anos 90, o Super Nintendo foi uma das portas primordiais na minha longa caminhada enquanto geek. Dentre vários jogos e todo um universo específico do próprio encanador bigodudo de boina vermelha, Super Mario World é o jogo que simboliza perfeitamente bem o meu contato com os games. Do Super Mario Bros ao Super Mario Kart, conhecer os personagens e todos os seus universos sempre foi muito empolgante e divertido, mas é para a tela inicial da primeira fase de World que sou transportado quando lembro dessa origem.

2. X-Men

Marvel / Saban / Graz / Divulgação.

Se há um tipo de obra que me agrada até hoje são aquelas que possuem múltiplos protagonistas, e dá para dizer que isso, em grande parte, se deve à série para TV X-Men. A série animada de 1992 foi a semente que mais tarde floresceria para o que seria uma grande admiração pela franquia e suas versões animadas, em games e live actions, assim como também seria a minha porta de entrada para o vasto universo da Marvel. Mal sabia eu, enquanto via o desenho, da importância que os mutantes tinham como uma alegoria ao assunto que realmente queriam abordar, a comunidade negra e mais tarde outras minorias. Com o tempo, X-Men se tornou algo que iria além do entretenimento para mim. Seria praticamente um representação de quem eu sou.

3. A chave mágica

Paramount Pictures / Columbia Pictures.

Sendo bem sincero, não são muitos os filmes que ocupam esse lugar nostálgico e formador do Will geek de hoje. Acredito que fui uma das últimas gerações de crianças que, quando não estava na frente da TV assistindo desenhos, de fato estava vivendo a vida brincando com meus companheiros na rua de casa. Mas isso não significa que minha experiência com filmes geeks seja zero. A Chave Mágica é um dos poucos exemplares que ocupam esse lugar e acredito ser uma obra bem particular a ponto de colocar aqui, afinal, quem não iria querer ter uma chave encantada que pudesse dar vida a qualquer brinquedo colocado em um pequeno armário trancado por ela ? Foi sem dúvidas uma obra de fantasia que conseguiu seu lugar na minha memória.

4. Pokémon

The Pokémon Company / Divulgação

Por mais que se tente evitar, é impossível não citar certas obras, afinal, clássicos são clássicos por uma razão. E como um clássico contemporâneo a minha infância, Pokémon não poderia estar de fora dessa lista. Mas vamos deixar as coisas um pouco mais específicas e nos limitar aqui a primeira geração a qual ainda hoje permanece sendo uma das mais emblemáticas – se não a maior – na memória deste que vos fala. Todo o universo apresentando na primeira temporada de Pokémon, parece ser um lugar impossível de não querer conhecer. E até hoje durmo querendo estar em uma realidade assim, nem que seja só em sonhos.

 

E você, caro leitor ? Possui lembranças marcantes sobre esta santa tão importante para nós ? Esse foi uma pequena amostra de tudo o que esse universo retém e influenciou em alguns de nós do ANMTV. Esperamos que tenha gostado e queira compartilhar conosco suas influências. Estamos sempre abertos a escutar um amigo Nerd.

Feliz dia da toalha !

Uma resposta para “ANMTV Especial: Dia do Orgulho Geek”

  1. doko disse:

    Que matéria legal! Bom conhecer mais sobre o pessoal da redação.
    Abraços

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