Análise: Nikoderiko: The Magical World – Pura nostalgia com pitadas de inovação

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Para os fãs de jogos de plataforma, Nikoderiko: The Magical World é uma experiência que desperta uma sensação familiar e de nostalgia. Sendo um título que não esconde suas inspirações no gênero, traz uma nova perspectiva para os jogadores, lembrando clássicos como Crash Bandicoot e Super Mario. Ao mesmo tempo, ele se destaca por apresentar mecânicas inovadoras, proporcionando uma aventura que conquista tanto os saudosistas quanto novos jogadores.

Apesar de sua falta de originalidade em certos aspectos o protagonista, Nikoderiko, lembra muito Crash Bandicoot, mas isso não é exatamente um problema. Pelo contrário, para aqueles que sentiram falta de um novo jogo da série Crash, Nikoderiko: The Magical World chega como um bom substituto. Com níveis bem feitos, chefes desafiadores, modos cooperativos e um sistema de montarias, o titulo da Vea Games promete agradar a todos, especialmente os saudosistas de plantão.

A história é simples e direta, típica dos jogos de plataforma. Niko e sua companheira Luna embarcam numa jornada para recuperar um artefato primordial, roubado pelo vilão Grimbald. A missão leva a dupla a explorar diferentes biomas, enfrentando o exército de Grimbald, conhecido como os Cobring. Embora a história não seja uma surpresa, o carisma dos personagens e sua dublagem fofa adicionam um charme especial à trama.

Em termos de jogabilidade, o jogo oferece os elementos clássicos do gênero: deslizar, pular, balançar e girar. Contudo, Nikoderiko introduz algumas características únicas, como o sistema de montarias. Ao longo dos níveis, o jogador pode coletar orbes brilhantes, que servem como moeda para desbloquear montarias específicas no acampamento da ilha. Entre as opções estão um crocodilo e um sapo, cada um com habilidades especiais. Por exemplo, o crocodilo pode devorar inimigos e arremessá-los para atingir outros adversários.

Outro aspecto interessante é a coleta de letras (N, I, K e O) em cada nível (alguém aí lembrou de Donkey Kong?). Essas letras nem sempre são fáceis de encontrar e, em muitos casos, exigem o uso de montarias ou a exploração de caminhos alternativos. Algumas estão escondidas em paredes falsas, incentivando o jogador a explorar cada canto do mapa. Além disso, temos minijogos, como “Colete as Estrelas” e “Encontre a Chave”, que oferecem recompensas adicionais para quem se aventurar fora da missão principal.

Embora o título permita uma abordagem mais segura, há um incentivo evidente para arriscar e explorar. Os checkpoints bem distribuídos evitam a frustração de ter que reiniciar a fase inteira ao perder todas as vidas, mantendo o equilíbrio entre desafio e diversão. No nível de dificuldade mais alto, Niko conta com três vidas, e perder todas significa apenas retornar ao último checkpoint.

Os chefes de Nikoderiko: The Magical World são um show à parte, exigindo precisão e estratégia. No entanto, de modo geral, seja acessível, as batalhas contra os chefes aumentam ainda mais o desafio, lembrando os tempos de glória dos jogos de plataforma dos anos 90. Cada chefe exige um número considerável de tentativas, adicionando uma camada de dificuldade que é bem positiva.

Outro destaque é o modo cooperativo para jogar ao lado de um amigo, neste caso controlando Luna, que ao lado de Niko torna a experiência de jogo ainda mais completa.

Nikoderiko: The Magical World não procura reinventar o gênero de plataformas, mas apresenta inovações que garantem seu lugar no mercado. Com sua mecânica de montarias e chefes desafiadores, ele se diferencia o suficiente para não ser apenas uma cópia dos clássicos. Se você está à procura de uma aventura nostálgica com um toque moderno, Nikoderiko: The Magical World é uma ótima escolha.

Nota: 8/10

Nikoderiko: The Magical World foi lançado esta semana (15 de outubro), para PlayStation 5, Xbox Series X/S, Nintendo Switch, e PC.

Review feito a partir de uma cópia enviada pela VEA Games.

*As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade do autor e não remete necessariamente a posição do ANMTV*