Análise: My Hero Academia All’s Justice – Quando o anime vira jogo

Reprodução.

Quando um anime faz muito sucesso, é de praxe que lancem vários materiais licenciados, para que quem é fã possa usufruir além da obra, assim como expor sua devoção a franquia para outros interessados e compartilhar gostos em comum e lembrar e relembrar o anime assim que pegar sua caneca ou action figure do seu personagem favorito. E para pegar sua fatia do bolo, muitas empresas desenvolvedoras de games aproveitam a oportunidade de fazer um jogo adaptado da obra com a intenção de atrair os fãs do anime e chamar a atenção dos gamers para se interessarem pela animação.

Publicado pela Bandai Namco e desenvolvido pela Byking Inc., o jogo adapta o popular anime My Hero Academia (ou Boku No Hero Academia para os mais puristas), aproveitando da última saga da animação, intitulada Final War, introduzindo a batalha de One For All e All For One e adaptando momentos importantíssimos do último arco.

Bandai Namco / Divulgação

A história para quem caiu de paraquedas, se passa em um mundo onde as pessoas possuem superpoderes, chamado individualidade. Izuku Midoriya é um grande fã do lendário herói All Mighty e sonha em ser como ele. Entretanto, nasceu sem poderes, mas após encontrá-lo, ele transfere o poder do One For All para Midoriya, adquirindo assim sua individualidade e frequentando o colégio U.A., instituição para onde os grandes heróis vão estudar e treinar.

A gameplay se baseia em um RPG de arena de combate de luta 3D de 3v3, que seria uma batalha de três personagens contra três oponentes, onde o jogador pode jogar com esses personagens, assim podendo ter a maior variedade de leque de escolha do controlador, além de permitir combos e estratégias diferentes. Em momentos em que não há combate, temos um mundo aberto de interação dos personagens no cenário, temos uma seta que indica onde devemos ir para avançar. O maior deslize neste ponto é a falta de uma localização em português que pode fazer com que o jogador fique perdido em saber o que fazer, sem dominar a língua inglesa.

Bandai Namco / Divulgação

Além da arena de luta, temos as missões que seriam as side-quests. Em momentos específicos, precisa-se saltar de um prédio para a coleta de um item específico, o que exige que você fique correndo e pulando com a personagem Ochaco Uraraka, mas com uma mecânica falha e ação repetitiva, pode acabar se tornando cansativo.

Existe também uma opção de personalização, que é um ponto interessante onde podemos modificar a estética do personagem, embora muito limitada. Não existe um modo de colocar variação de vestuário ou criar seu próprio personagem. Sua contra-parte, One Punch Man: A Hero Nobody Knows, possui uma variedade de vestuário e criação de personagem, estimulando o jogador a avançar para conseguir mais itens para modificação.

Para fechar a parte de gameplay, os gráficos seguem cell-shading com a maior fidelidade ao anime.

Bandai Namco / Divulgação

My Hero Academia All’s Justice é um jogo feito apenas para quem é fã e quer reviver os melhores momentos do anime ou jogar um final de semana com amigos que curtem o anime. Agora, para um jogador que está acostumado com outros jogos de luta ou quem for jogar para experimentar e conhecer melhor o anime, não é muito aconselhável, a experiência será mais frustrante a ponto de mais afastar do que convidar.

My Hero Academia: All’s Justice está disponível para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC

Nota: 7/10

Agradecimentos a Bandai Namco pelo envio antecipado do material.

*As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade do autor e não remete necessariamente a posição do ANMTV*