Análise: Final Fantasy VII Remake Intergrade – Adaptação que equilibra ambição e desempenho

Todo mundo conhece Final Fantasy VII, um dos JRPGs mais famosos e celebrados de todos os tempos. Lançado originalmente em 1997, o clássico marcou gerações com sua narrativa marcante e personagens inesquecíveis. Décadas depois, a Square Enix decidiu reinventar o título com Final Fantasy VII Remake, lançado primeiro para PlayStation 4 e, posteriormente, em uma versão aprimorada em 2021 chamada Final Fantasy VII Remake Intergrade, que adicionava melhorias gráficas e a expansão protagonizada por Yuffie para PlayStation 5. O que ficou faltando naquele momento, porém, era a chegada às demais plataformas, especialmente Xbox e Nintendo. Com a chegada do Nintendo Switch 2, isso finalmente mudou, e nesta análise falamos sobre como o jogo se comporta no novo console da Nintendo. Vale lembrar que esta adaptação contempla apenas o Switch 2, não o Switch original, o que faz total sentido considerando as limitações técnicas do modelo anterior.

A história do jogo nos leva novamente ao coração de Final Fantasy VII, recontando os eventos que se passam em Midgar sob uma nova perspectiva. O mako, essencial para o planeta, é explorado de forma predatória pela Companhia de Energia Elétrica Shinra, que há anos domina o mundo com seus reatores e influência corporativa. Nesse cenário surge o Avalanche, um grupo rebelde determinado a frear essa exploração. Cloud Strife, ex-SOLDIER que agora trabalha como mercenário, se une ao grupo na missão de destruir o Reator 1, evento que desencadeia uma série de acontecimentos que colocam em xeque sua identidade, seu passado e o destino do planeta.
O remake reimagina essa parte da história com novas cenas, personagens expandidos e uma narrativa muito mais detalhada, sendo apenas o primeiro capítulo da nova série de jogos. Além disso, a versão Intergrade inclui a DLC Episode INTERmission, que apresenta Yuffie Kisaragi em uma missão paralela enquanto tenta infiltrar-se em Midgar para roubar a Matéria Suprema da Shinra , conteúdo adicional que agrega ainda mais profundidade ao universo reimaginado.

Falando sobre o desempenho no Nintendo Switch 2, o resultado é surpreendente. Se havia receio de como um jogo tão pesado visualmente rodaria no novo console híbrido, ele desaparece nos primeiros minutos de gameplay. O port é sólido, extremamente consistente e roda a 30 FPS cravados tanto no modo portátil quanto no modo dock, sem quedas ou instabilidades perceptíveis. Um dos grandes trunfos aqui é o suporte ao DLSS, que ajuda a reconstruir a imagem em tempo real, garantindo maior nitidez e estabilidade na resolução variável.

No modo portátil, a qualidade realmente impressiona, passei horas jogando deitado, apreciando como o jogo mantém clareza, iluminação agradável e fluidez. Já no modo dock, o título roda em 2K, oferecendo um visual bem próximo ao que se espera de uma experiência moderna em consoles compactos. É claro que, comparado ao PlayStation 5, há perda de resolução e de fidelidade, mas dentro do hardware do Switch 2, este é um dos ports mais impressionantes até agora.

Um ponto que pode dividir opiniões é a distribuição: Final Fantasy VII Remake Intergrade no Switch 2 é oferecido via Game Key Card, sem cartucho físico tradicional. A Square Enix explicou que isso se deve às limitações de velocidade de leitura dos cartuchos, que poderiam comprometer o desempenho geral. Para quem coleciona caixas com cartuchos, isso pode ser uma decepção, mas é uma decisão compreensível visando garantir performance ideal.
Sobre o combate, ele segue sendo um dos maiores destaques do remake. Diferente do jogo clássico de 1997, que trazia batalhas por turno, o remake aposta em ação em tempo real combinada com o sistema ATB, permitindo alternar ataques físicos e comandos estratégicos de forma dinâmica. Controlar Cloud livremente, tanto no mapa quanto nas batalhas, cria um ritmo intenso e envolvente, e o uso inteligente do ATB torna tudo mais tático e satisfatório, desde aplicar magias até usar itens de cura no momento exato. No modo portátil, levei um tempo para me adaptar ao ritmo mais acelerado e aos botões, mas depois de um período inicial, tudo flui naturalmente. A experiência de combate continua sendo divertida, frenética e muito mais envolvente do que sistemas de turnos tradicionais.

Por fim, vale mencionar que quem adquirir a versão padrão ou deluxe do jogo no Switch 2 terá acesso à edição especial que inclui o Final Fantasy VII original, disponível por tempo limitado até 31 de janeiro de 2026, um bônus excelente para quem quer revisitar o clássico ou conhecê-lo pela primeira vez.

Final Fantasy VII Remake Intergrade chega ao Nintendo Switch 2 como uma das adaptações mais competentes já feitas para a família de consoles da Nintendo. Visualmente impressionante, estável, completo em conteúdo e extremamente envolvente, o jogo mostra do que o Switch 2 é capaz logo em seus primeiros grandes lançamentos. Uma experiência recomendada tanto para veteranos quanto para novos jogadores.
Final Fantasy VII Remake Intergrade está disponível para Nintendo Switch 2, Xbox Series X/S, PlayStation 5 e PC.
Agradecemos a Square Enix pelo envio do material. A análise foi feita na versão para Nintendo Switch 2.
*As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade do autor e não remete necessariamente a posição do ANMTV*
Nota: 9,0/10
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