Análise: Doutor Estranho no Multiverso da Loucura tem essa loucura toda?

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O mais novo longa da Marvel Studios a estrear nos cinemas é o segundo filme do Doutor Estranho e com o subtítulo de Multiverso da Loucura. Ele dá a entender que irá levar o público a uma viagem louca por diferentes dimensões e a estes conhecer novos seres e se aprofundar mais no multiverso, contudo, não é isso que ocorre.

A produção, porém, foca numa jornada bem coesa: ajudar uma garota que não sabe controlar suas habilidades a se salvar de uma criatura que está em sua procura para retirar seus poderes. Essa garota se chama America Chavez e quem a ajudará nessa tarefa será o Doutor Estranho.

Marvel Studios/ Divulgação

Como dito anteriormente, o título dá a entender que este projeto irá percorrer diferentes dimensões do multiverso, mas, na realidade, ele irá focar em apenas dois, com um pequeno vislumbre de um terceiro. Diante de quem os está perseguindo, seria bem interessante se houvesse tido outros mundos para serem explorados, porém, isso não diminui o impacto do filme que é bem dirigido e deveras empolgante.

Muito se falou à respeito de seu roteiro corrido e, bem… sim, ele é um tanto ágil, mas não menos explicativo. Quando li sobre isso, fiquei preocupado achando que teriam muitas pontas soltas. Elas até existem, mas são poucas e nada que faça seu entendimento ser prejudicado.

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Nesta fase 4 do MCU, para quem acompanha, ficou claro que a Marvel tem humanizado bastante os seus personagens, algo que vem ocorrendo desde Wandavision. Digo isso, pois, em Doutor Estranho no Multiverso da Loucura esta humanização também é trabalhada com uma frase constante: você é feliz?.

Esta simples frase fica em evidência a todo o momento e deixa nosso protagonista reflexivo sobre seu papel neste mundo. E ainda em se tratando de humanizar personagens, temos que falar daquela que é a grande estrela deste projeto: Wanda Maximoff ou Feiticeira Escarlate. Wanda continua em seu processo de luto nesta história, e muito se disse sobre a Marvel ter regredido com ela, mas não foi isso o que houve.

Marvel Studios/ Divulgação

Wanda superou um luto, o de seu marido em Wandavision, contudo, ela termina a minissérie em posse de um livro que corrompe quem o usa.. e ela o usou demais. Um novo luto se estabeleceu nela, os seus filhos, e é nisso que ela foca e se vê concentrada em conseguir. Tudo isso sendo controlada pelo poder do livro. Não houve regressão aqui, houve uma continuidade do sofrimento e mais uma lição foi aprendida pela menina que cresceu sem os pais, num país devastado pela guerra e que perdeu seu irmão e marido das piores maneiras possíveis.

Tudo isso parece uma passada de pano, mas não é, Wanda fez coisas terríveis e isso é nítido, mas nada foi feito por acaso, assim como ocorre com Stephen Strange que revive sua índole, sua personalidade e se pergunta se esse é mesmo alguém que ele desejaria ser.

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Sobre as participações especiais, não se enganem, diferente de Homem-Aranha: Sem Volta para Casa que prometeu isso, este longa não foca nelas. É divertido os ver em cena, mas eles não são peças-chave para nada de relevante no universo principal, diferente do anterior. O foco ocorre no Doutor Estranho e na Feiticeira Escarlate que possuem o mesmo objetivo, de certa forma, que é o de entenderem melhor a si mesmos e o que querem para suas vidas.

Entretanto, devo concordar que o momento em que America ganha confiança em si para controlar suas habilidades foi fácil e preguiçoso, porém, é algo que já estamos acostumados. Quem nunca ouviu este tipo de discurso nos famosos animes shounen da vida? (Naruto, temos visitas rs)

Doutor Estranho no Multiverso da Loucura é um filme muito bom. Ele diverte, empolga e te deixa animado para o próximo capítulo, além das excelentes atuações; isso sem falar das cenas inspiradas no terror que deram um toque bem diferente na produção, criando sua própria marca no MCU.

*As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade do autor e não remete necessariamente a posição do ANMTV*

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