Analíse: Don’t Stop, Girlypop! – Doom cor-de-rosa

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Pense neste seguinte cenário: estamos em 2026 em um mundo onde jogos de tiro em primeira pessoa praticamente dominam uma boa parte do mercado e comunidade de games. Enquanto temos jogos criativos que aproveitam do gênero e fazem verdadeiras revoluções, outros tentam atrair um nicho de público para consumir um produto e obter uma fatia de bolo de grana, como uma forma de fazer a pessoa se interessar pelo estilo.

Lançado na última quinta-feira (29) exclusivamente para PC (via Steam), Don’t Stop, Girlypop! é um game de FPS (first person shooter), onde controlamos uma criatura, intitulada como Rosa, cujo objetivo é acabar com a corporação Tigris Nix que está drenando a força vital do amor e assim restaurar o equilíbrio do Oásis. Este mundo é ambientado em um cenário praticamente cor-de-rosa.

Kwalee / Divulgação

À primeira vista, parece ser um jogo feito para um público feminino, mas vai além disso. Sua estética lembra também produções do Suda51, muito conhecido por games criativos, com inspirações em animes. Aqui temos uma atmosfera predominantemente rosa, mas outras tonalidades, apesar de que após um certo tempo, o estilo visual pode cansar o jogador, uma vez que criatividade não é o forte.

Também temos um auxílio da Girlypop que conversa com você no celular, instruindo o que se deve fazer diante de cada obstáculo – dos mais difíceis aos fúteis, ela estará lá.

Kwalee / Divulgação

A jogabilidade segue um estilo arena, onde é preciso eliminar todos os inimigos na tela para avançar. Eu, particularmente, não gosto desse tipo de mecânica, pois se transforma em um hack’n’slash e, com o tempo, cansa e enjoa. Preferindo um jeito mais doom clássico, onde não precisa matar todos para prosseguir.

Também existe uma opção de personalização, onde é possível alterar as cores de skin da criatura e das armas, adicionando visuais e adereços. A trilha sonora traz batidas em ritmo pop e enérgico, deixando um ar mais frenético nos momentos de combate contra os inimigos que aparecem na sua tela.

Kwalee / Divulgação

No geral, Don’t Stop, Girlypop! é aquele típico caso em que ou você ama, ou odeia. Seu visual limitado que remete à estética Y2K pode enjoar após um certo tempo em um progresso bem enjoativo. Ideias criativas podem são interessantes, desde que bem executadas – e que faltou aqui.

Nota: 6/10

Agradecimentos a Kwalee pelo envio antecipado do material.

Don’t Stop, Girlypop! está disponível para PC (via Steam).

*As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade do autor e não remete necessariamente a posição do ANMTV*