Análise: Digimon Ghost Game – Monstrinhos Digitais com um toque de suspense

Reprodução.

Digimon Ghost Game é a mais nova temporada da franquia dos monstrinhos digitais, a 9ª para ser mais exato. A série estreou em 3 de outubro de 2021, mês do Halloween e bastante condizente com a temática que a Toei Animation resolveu explorar, e traz um novo grupo de crianças tendo que lidar com Digimons que aparecem em nosso mundo. Este texto não contém spoilers!

A produção ainda está em exibição, por isso, estou aqui para comentar sobre esta primeira parte da temporada que compreende os episódios 1-12. Esta série, como mencionado no parágrafo anterior, explora o terror e o suspense de um jeito leve, obviamente, mas não menos interessante. A história se passa no futuro, mas não muito distante de nossa realidade, num tempo onde uma nova tecnologia de hologramas se tornou bastante popular e costuma ser usada para divulgar jogos ou filmes.

TOEI Animation/ Divulgação

Neste cenário, histórias de fantasmas começam a circular por todos os cantos, as pessoas chamam estas aparições de fantasmas hologramas. Em uma das escolas da cidade, boatos de um fantasma começam a surgir, este espectro está sendo chamado de Homem dos Lábios Costurados e por obra do destino esta é a nova escola onde Hiro Amanokawa irá estudar. Hiro é um garoto que tem dificuldade em dizer não, e sempre está pronto para ajudar quem precisa, isso é algo que fica bem claro logo no inicio do anime. Também é mencionado que seu pai, um cientista, está desaparecido com o garoto a procura de alguma pista sobre o que aconteceu com ele.

A resposta sobre onde o pai do Hiro se encontra é respondida logo no inicio: o homem está no digimundo, mas não se sabe como chegar até ele. Hiro consegue encontrar um dos trabalhos de seu pai e este aparece em forma de holograma, explicando sobre sua pesquisa a respeito do digimundo e deixando aos cuidados do garoto o pequeno Gammamon, a quem ele se refere como sendo o irmão caçula de Hiro. Então, sim, este jovem rapaz é o novo digilíder da franquia e, diferente de seus antecessores, ele não usa um óculos de natação na cabeça, algo que só foi visto em Digimon Data Squad, onde Marcus Daimon também não utilizava o acessório.

Graças ao encontro com Gammamon, Hiro acaba descobrindo a existência dos digimons e que este Homem dos Lábios Costurados não passava de mais um destes monstros digitais. Os episódios desta nova série são baseados nestas aparições, algum digimon surge na cidade e o boato de fantasma se espalha, normalmente com os monstrinhos surgindo e causando alguma confusão. Temos o caso de um Digimon múmia que capturava pessoas para treinar sua medicina e também de uma digimon cantora que aparecia num karaokê sempre que alguém resolvia cantar uma determinada canção, entre outras situações assustadoras.

TOEI Animation/ Divulgação

Junto com Hiro e Gammamon também temos Ruli Tsukiyono, uma menina bastante popular e que possui um perfil nas redes sociais que busca recolher informações sobre estas aparições. Ela vive indo atrás das histórias fantasmagóricas que surgem na rede e em uma destas investigações se encontra com Hiro, tornando-se a parceira de Angoramon, um digimon grande e peludo bastante gentil e que está pronto para defender Ruli de qualquer coisa.

Outro amigo, e nosso terceiro digiescolhido, é Kiyoshiro Higashimitarai, o mais velho do trio e veterano na mesma escola do Hiro. Kiyoshiro é bastante inteligente, porém, morre de medo de espíritos, e por conta disso uma digimon travessa chamada Jellymon começou a observar o rapaz e resolveu se divertir as custas dele, o assustando sempre que possível, entretanto, após Kiyoshiro agir com bravura para defender seus princípios e ajudar os amigos, a pequena digimon se une ao garoto e começa a desenvolver uma certa… paixonite por ele, sempre se referindo ao mesmo como ‘querido’.

É curioso eu ter me referido ao Kiyoshiro como terceiro digiescolhido pois, até o momento, estas crianças não foram necessariamente escolhidas por ninguém. O digivice em Ghost Game é um relógio que foi desenvolvido pelo pai do Hiro, onde permite que seu usuário materialize os digimons em nosso mundo além de conecta-los em um bonito laço fraternal. A ligação entre um humano e seu parceiro digimon faz com que este adquira novas habilidades de luta além, é claro, da digievolução.

TOEI Animation/ Divulgação

Por falar em digievoluções, o pequeno Gammamon possui três evoluções diferentes, a depender da situação ele se torna um destes três. Os outros digimons só possuem uma evolução, pelo menos nesta primeira parte. Como só foram exibidos 12 episódios iniciais, nenhuma ameaça realmente grande surgiu na série, então não vimos todo o potencial destas digievoluções. Isso é um dos poucos pontos baixos do anime, a falta de uma grande ameaça, não há nem sombra disso até o momento, os episódios estão se resumindo no estilo ‘caso da semana’ em que aparece um digimon e as pessoas o julgam como fantasma até que as crianças lidem com ele.

Mesmo com este ponto baixo, os episódios são bem divertidos e empolgantes, afinal, este tema nunca havia sido explorado anteriormente na franquia. As crianças meio que agem como detetives tentando solucionar o caso e os momentos de terror são interessantes também, afinal, japoneses amam um terror e sempre fazem produções neste estilo muito bem feitos — para quem não sabe, filmes como O Chamado e O Grito são produções japonesas que acabaram fazendo sucesso na Terra do Sol Nascente e ganharam versões de Hollywood. O episódio do karaokê, por exemplo, consegue deixar o telespectador aflito e com medo de algo acontecer de verdade com Ruli quando ela entra no elevador. A trilha sonora também é divina, a música de abertura e as cenas que nela aparecem dão este toque de sobrenatural que a série apresenta, enquanto o encerramento é mais alto astral e bonitinho, talvez para aliviar a tensão do episódio visto.

Digimon Ghost Game é uma série que revitaliza a franquia, trazendo novos conceitos para um anime que sempre se reinventa e isso é o que se torna maravilhoso em Digimon. Eles nunca se acomodam, estão sempre mudando, inovando e experimentando em cima de algo já conhecido sem medo de afastar ou irritar fãs mais antigos, aliás, se o fã realmente conhece a franquia já deve estar acostumado com estes experimentos realizados e recebe tudo de braços e mentes abertas. Vale a pena dar uma conferida nesta obra. Aproveite que a série só possui no momento 12 episódios (dá tempo de se atualizar nela!).

Digimon Ghost Game está sendo transmitido pela Crunchyroll com opção de áudio original com legendas em português. Novos episódios são lançados todos os domingos.

4 respostas para “Análise: Digimon Ghost Game – Monstrinhos Digitais com um toque de suspense”

  1. Caio Martins disse:

    Eu curti esse Digimon com histórias de terror

  2. Blu3s disse:

    Foi uma boa análise/review mas ainda estou receoso de dar qualquer nova chance a digimon por enquanto depois daquele reboot enfadonho de Adventure, que coincidentemente também começou muito bem, mas do meio para o fim foi só ladeira abaixo.

  3. Iago disse:

    Eu estou gostando

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