Análise: My Hero Academia – Missão Mundial de Heróis: o melhor filme da franquia

Por João Gabriel em

Reprodução.

My Hero Academia: Missão Mundial de Heróis (World Heroes Mission) é o 3° filme da história de Deku e seus amigos da UA em busca do sonho de se tornarem heróis. Com estreia marcada para 6 de janeiro nos cinemas brasileiros, o ANMTV foi convidado pela Funimation para assistir o aguardado longa antecipadamente.

Com o posto de maior bilheteria dos filmes da franquia, a produção vem chamando bastante atenção dos fãs ao redor do mundo. Sem mais rodeios, confira o que achamos do novo longa. Este texto não contém spoilers!

A história acompanha Deku, Todoroki e Bakugou, que por conta de seu estágio na Agência de Heróis do Endeavor, acabam sendo convocados para uma missão infiltrados em outro país junto de diversos heróis.

O objetivo é localizar e capturar o líder da organização terrorista HumaRise, que deseja a eliminação de todos aqueles que nasceram com as “doenças” das individualidades usando de poderosas bombas.

Infelizmente, a missão falha e os heróis terão que correr contra o tempo para impedir a HumaRise e o porquê Deku se tornou um “fugitivo”.

Shueisha / Bones / Divulgação

Como um grande fã de My Hero Academia, estava muito ansioso pelo filme desde seu primeiro trailer. Tive a oportunidade de assistir Dois Heróis em sua estreia nos cinemas brasileiros há alguns anos, sendo uma experiência que me marcou bastante. Mesmo não tendo gostado tanto de Ascensão dos Heróis pelo final meio “viajado”, não podia esconder que tinha bastante expectativas nesse terceiro.

Felizmente, Missão Mundial de Heróis cumpriu as expectativas, apesar de alguns pontos negativos. A história é muito interessante, além de explorar novos locais não mostrados normalmente no anime.

O mais explorado na trama é o Midoriya. Mesmo que Todoroki e Bakugou também sejam personagens com certos destaque, aparecem bem menos, mas com ótimas sequências de ação, como no caso da cena inicial e logo em seguida durante um roubo ao banco.

Nesse filme fica bem claro o quanto Deku evoluiu, tanto fisicamente dominando melhor o One for All, quanto em seu amadurecimento. Ainda com o objetivo de ajudar a todos, não importa quem seja, ele consegue se esforçar cada vez mais para cumprir esse seu sonho de vida.

Inclusive, achei que ele está muito parecido com o “Homem-Aranha” em Missão Mundial de Heróis usando o “Chicote Negro” e grudando nas paredes. Durante a cena da ponte, senti como se estivesse assistindo um anime do “miranha” — achei isso bastante engraçado (risos). Porém também fiquei decepcionado que os novos trajes, tão destacados nos materiais de divulgação, só foram usados uma única vez pelos personagens.

Shueisha / Bones / Divulgação

Para mim, um dos principais atrativos são com certeza os novos personagens e vilões. Assim como Melissa Shield teve grande importância em Dois Heróis e até foi mencionada algumas vezes no anime após isso, Rhody Soul é o novo personagem criado para a trama e que acompanha Midoriya nessa nova jornada.

Todoroki e Bakugou aparecem pouco, mas como já disse, tem seus momentos de destaque, principalmente ao final, onde cada um se supera novamente contra dois fortes vilões (sem muita importância, para ser sincero) pois “um herói de verdade nunca desiste”.

Alguns outros membros da U.A aparecem em algumas cenas, mas nada de muito relevante. A maioria nem chega a abrir a boca.

Shueisha / Bones / Divulgação

Falei tanto sobre ação que parece que o longa é apenas isso, mas não, pois existem os momentos calmos e de reflexão, principalmente durante a metade da história que mistura uma bela animação e trilha sonora, criando uma sensação de tranquilidade e bem estar, muito relaxante.

Focar em desenvolver personagens, principalmente o Rhody, no qual ainda não conhecíamos é essencial, e felizmente, a produção entrega isso, tanto se aprofundando um pouco mais nos alunos da U.A, quanto no Rhody que recebeu muito destaque. Com uma personalidade carismática e às vezes um pouco “malandra”, foi um ótimo acerto da equipe, tanto em seu design, quanto em sua personalidade e backstory, sempre muito triste pra variar (risos).

Ele é um personagem que se preocupa bastante com seus irmãos mais novos e por causa disso, faz alguns trabalhos “não dignos” para levar dinheiro e comida para dentro de casa. Finge ser egoísta, mas no fundo, também se preocupa com o próximo, assim como Midoriya.

Shueisha / Bones / Divulgação

A animação também estava incrível. Os melhores animadores do estúdio foram designados para o projeto, que não deixou a desejar nesse quesito, apesar que em um certo momento ficou perceptível uma decaída na qualidade num cenário de fundo.

A batalha final foi muito emocionante, conseguindo passar a sensação de aflição que os personagens estavam sentindo na luta contra o vilão, que pra variar, também possui uma história muito triste. Midoriya e Rhody, sem sombra de dúvidas, fazem uma ótima dupla.

Com isso, me gerou a grande dúvida: “Esse é o melhor filme da franquia até então?”. Depois de muito pensar e compará-lo aos anteriores, cheguei a conclusão que sim. My Hero Academia: Missão Mundial de Heróis conseguiu pegar os elementos de seus antecessores, refinar e entregar uma ótima experiência pra quem é ou não é fã.

No geral, um filme incrível. Muito bem trabalhado que, apesar de algumas ressalvas, consegue ser superior a todos os outros.

Shueisha / Bones / Divulgação

My Hero Academia: Missão Mundial de Heróis estreia em 6 de janeiro em diversas redes de cinemas no Brasil, com sessões dubladas (realizada no estúdio DuBrasil) e legendadas. Recomendo a todos assistirem!

*As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade do autor e não remete necessariamente a posição do ANMTV.*
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