Análise: estreia de Dragon Ball Kai no Cartoon Network

Hoje aconteceu a tão aguardada estreia de Dragon Ball Kai no Cartoon Network. Com a dublagem realizada pela BKS, que não tem uma boa fama, vários dubladores se recusaram a trabalhar com o estúdio, e é exatamente esse um dos maiores defeitos da versão brasileira.

Ao acompanhar o primeiro episódio, o público é recepcionado com uma boa adaptação da música de abertura Dragon Soul, que é interpretada pelo cantor Rodrigo Rossi, porém, segundos depois, com a aparição do logo oficial, junto a letra Z (Dragon Ball Z Kai), é fácil deduzir que nossa versão é a mesma utilizada e editada pela FUNimation nos EUA, e não a japonesa, como havia sido divulgado em vários lugares.

Apesar de tudo, basicamente a atuação dos dubladores brasileiros clássicos (Wendel Bezerra e Cia.) permanece a mesma da que estamos habituados em Dragon Ball Z, salvo Fábio Lucindo, que já não possui a mesma voz infantil de 12 anos atrás, quando dublou o personagem Kuririn pela primeira vez na fase Z.

O destaque mesmo fica por conta do “estreante” Vagner Santos na voz de Piccolo, que entra em substituição a Luís Antônio Lobue, após o mesmo não conseguir entrar em acordo com a BKS. Vagner Santos, porém, se esforça no novo trabalho, ainda que achemos sua atuação pouco convincente, pois estamos bem acostumados com a voz antiga.

Para quem acompanhou a versão japonesa de Kai, e é muito detalhista, é fácil notar os vários cortes presentes nas primeiras cenas, onde, por exemplo, o sangue da testa e a cicatriz da bochecha do Bardock foram removidos digitalmente pela empresa americana. No Cartoon Network, o anime recebeu classificação livre, o que já dá pra ter uma idéia de como está nossa versão quando comparada a Dragon Ball Z, que não é recomendada para menores de 10 anos.


Em resumo, e apenas analisando o primeiro episódio, podemos concluir que a versão brasileira de Dragon Ball Kai é apenas morna, já que acumula uma quantidade meio equilibrada de pontos fortes e fracos. E, mais uma vez, a Toei continua apostando em versões americanas de seus produtos, vide One Piece da 4Kids.