Análise | Demon Slayer | A extravagante 2ª temporada de Demon Slayer

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Pouco depois do lançamento do filme Demon Slayer: Mugen Train (Kimetsu no Yaiba Movie: Mugen Ressha-hen), os fãs do anime mal tiveram tempo de respirar e sentir saudades até que sua segunda temporada desses as caras e envolvesse o público em seu universo de Onis sanguinários e caçadores espadachins. Mas será que nessa temporada o anime manteve o alto nível estabelecido em suas produções anteriores ou começou a dar sinais de que sua fórmula começa a ficar capenga?

Aos otakus de primeira viagem, Demon Slayer (Kimetsu No Yaiba) basicamente apresenta a história de Tanjirou e sua irmã Nezuko cuja família acabara morta em um ataque de um tipo de demônio conhecido como “Oni”. Após notar que irmã fora transformada na espécie de demônio responsável pela tragédia que os atingira, tanjiro parte com a garota em busca da única forma capaz de trazer nezuko de volta a sua total humanidade mais uma vez: eliminar o rei Oni originário de toda a espécie.

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Vale a pena ver a segunda temporada?

Manter o alto nível de qualidade e interesse do público em uma produção não costuma ser uma tarefa muito fácil, principalmente quando, tanto sua temporada de estréia quanto seu filme, têm uma recepção calorosa do público alvo. As expectativas ficam altas e as chances de decepção seguem o mesmo caminho. No entanto, a nova temporada de Demon Slayer parece não derrapar nessa curva e consegue entregar entretenimento de primeira em seu retorno.

Dando seguimento aos acontecimentos de Demon Slayer: Mugen Train, observamos, nessa segunda temporada, que o novo arco (“Distrito do Entretenimento”) chega bastante chamativo e impactante. Desde sua abertura até seu encerramento, aonde, além de apresentar uma trilha sonora bastante empolgante na voz de Aimer para as canções “Zankyou Sanka” e “Asa ga Kuru” (tema de abertura e encerramento, respectivamente), mostra ainda, que os investimentos na animação não foram poucos e que, logo de cara, tanto no início quanto no final, é possível notar que ambos os momentos possuem uma qualidade bem mais elevada se comparados com a primeira temporada, contando com uma animação mais flúida e até mesmo elementos em CGI na sua composição.

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E não à toa a nova temporada do anime apresenta um refinamento em seu campo visual. Afinal, com um arco intitulado “Distrito do entretenimento”, o estúdio Ufotable precisou elevar o jogo se quisesse fazer os olhos de seu público brilharem ao entretê-lo. E o sucesso nessa missão pode ser visto nos mais diversos pontos: Design de personagens repletos de detalhes, ambientações exuberantes (ainda que pouco aproveitadas) e batalhas épicas, são alguns dos elementos que estavam prontos para arrebatar os fãs da obra.

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Mas nem tudo são flores aqui. E se há algum ponto que pode ser alvo de críticas negativas nessa temporada, este seria sua direção. Isso porque, logo nos primeiros episódios, ainda precisamos acompanhar o que seria um encerramento oficial dos acontecimentos vistos no filme que precede este arco, para, só então, sermos inseridos na história principal que será trabalhada nesta temporada e que logo começa com uma proposta um pouco mais investigativa para enfim, chegar em seu ápice. É possível notar ainda, que o trabalho não é um acerto perfeito em razão de que em vários momentos mais empolgantes, vemos o clima ser interrompido com algum flashback de algum personagem presente na cena. Sem mencionar alguns erros de coerência como membros refeitos com acessórios e calçados e alguns furos de roteiro como memórias e personagens exibidos sem uma aparente explicação.Uma escolha perigosa, mas que aos trancos e barrancos consegue ser bem conduzida por Haruo Sotozaki.

Mesmo assim, ainda fica difícil dizer que o anime não apresenta um bom desempenho como um todo. Principalmente ao aproximar-se da reta final de sua temporada, aonde podemos ver, por exemplo, uma súbita e feliz exploração de alguns protagonistas, grandes momentos de apreensão, um paralelo tocante entre os irmão protagonistas e os antagonistas, e o que podem ser consideradas como algumas das melhores sequencias de batalha já vistas em todas as temporadas até então – contando, inclusive, com  um encerramento a parte em um tom mais contemplativo seguido de um instrumental tão lindo quanto- em seu penúltimo episódio.

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Em síntese, a segunda temporada de Demon Slayer conseguiu fazer o anime subir de nível e fazer jus a sua presença no panteão dos maiores animes da atualidade. O que além de empolgante para os fãs e equipe, é também um pouco preocupante para a própria produção, uma vez que sua barra estará bem mais alta em seu próximo salto. Por hora, aproveitemos o que o bom desempenho do anime tem nos entregado em toda sua extravagância.

Demon Slayer está disponível no Brasil através da Funimation, assim como sua primeira temporada, especiais, filme, e uma recap do longa Demon Slayer: Mugen Train com conteúdo extra.

*As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade do autor e não remete necessariamente a posição do ANMTV*

10 respostas para “Análise | Demon Slayer | A extravagante 2ª temporada de Demon Slayer”

  1. Anduin Lothar disse:

    essa segunda temporada foi uma amostra de que a primeira não era uma excessão. só tenho pena das pessoas que engrandecem o mappa por entupir shingeki de cgi….

    • Pirate disse:

      Não vejo dessa forma, o estúdio Mappa tem feito um bom trabalho nas suas produções.

      A questão é que a Ufotable está num patamar muito acima, algo jamais visto em anime para TV.

  2. Squall disse:

    Considerando que antes dele teve uma versão serializada do filme, não sei dizer se essa é uma 2ª ou 3ª temporada. Mas a qualidade da animação e da trilha sonora está só subindo (vi uma versão acústica da música de abertura no canal First Take e, cara, sem palavras). Desse jeito a expectativa pela qualidade da próxima temporada fica imensa, o desafio da equipe de animação vai ser monstruoso.

    • Williams Gomes disse:

      esse é um ponto levantado por muitos, incluso eu. Se agora já está assim imagine depois de dois arcos. a localização vai ser um caos pra quem não estiver em dia ou for novo no assunto.

  3. shipuca disse:

    É muito bom ver um anime famoso pelo público com uma animação tão boa. Tenho de exemplo o anime do Dragon ball super com uma animação bem infeliz, e Shingeki como já citado pelo pessoal aí com a qualidade bem inferior em relação aos titãs, comparando a animação do estúdio anterior.
    Infelizmente os estúdios em maioria querem lucrar muito com os animes populares, entregando uma animação cagada, essa é a realidade.

  4. Diego disse:

    Há um equívoco na forma como essa análise foi feita. A 2ª temporada de Demon Slayer não foi o somente o arco do Distrito do Entretenimento, mas tbm o arco do Trem Infinito. E sim, é praticamente a mesma coisa do filme, mas não deixa de ser um arco pertencente à 2ª temporada. Assim, se for pra fazer uma análise da 2ª temporada, o todo precisa ser ponderado. Inclusive, a temporada iniciou com com um episódio longo, com acontecimentos anteriores aos protagonistas pegarem o trem, e que não estão no filme.

    • Williams Gomes disse:

      Sim, a produção realmente optou por classificar as histórias (com execeção da temporada de estréia) em arcos e o trem infinito possui o seu próprio com informações exclusivas (como já disse no texto acima) e o seu próprio desfecho apresentado no arco correspondente. O que vemos no início de Distrito do Entretenimento (independente de onde se encontre nos mangás, pois aqui é uma adaptação para outra midia) nada mais é que um prólogo para o ínicio da nova história. Então resumindo, o que é o arco do trem está no arco do trem e o que é do arco do distrito está no arco do distrito,a propria produção já se encarregou de classificar assim nas plataformas de streaming. E a minha análise é sobre o arco do Distrito.

  5. Gabriel Kauer disse:

    A direção do anime foi um ponto negativo na temporada?
    Confesso que dali em diante nem consegui ler o resto da análise, foi mal haha

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